sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Médico Veterinário Dr. Francisco Rodrigues de Freitas Araújo tem pesquisa cientifica publicada na Revista Brasileira de Ciência Veterinária

Uma pesquisa cientifica sobre Leishmaniose Tegumentar Americana Canina na Zona Rural do município de São Miguel desenvolvida pelo Médico Veterinário Dr. Francisco Rodrigues de Freitas Araújo (CRMV/RN 0946) foi publicada na edição de outubro da Revista Brasileira de Ciência Veterinária, publicação produzida pela Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense com o objetivo de divulgar trabalhos de investigação científica sobre medicina veterinária e áreas correlatas.

O estudo teve por objetivo analisar prevalência da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) canina em quatro localidades (Olho d’Água Dantas, Barreiros, Agreste e São Pedro) localizadas na Zona Rural do município de São Miguel. Durante os trabalhos Foram realizados exames clínicos e diagnóstico sorológico através das técnicas de ELISA e RIFI em 100 cães de diferentes sexo, idade e categorias companhia e de caça, onde foi constatado que todas as localidades apresentaram cães soropositivos com resultados de 21% de positividade para a técnica de ELISA e 10% para a de RIFI.

Com este resultado foi concluído que a Zona Rural do município de São Miguel possui alta prevalência de cães sorologicamente positivos para Leishmaniose Tegumentar Americana, sendo a maior prevalência observada em cães adultos (85,72%), machos (80,95%) e de caça (71,42%). Dessa forma, o cão provavelmente funciona como reservatório da infecção para população humana.

LTA - A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma doença infecciosa, endêmica, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania, pertencente à família Trypanosomatidae, que acomete pele e mucosas. É primariamente uma enfermidade zoonótica, afetando animais domésticos, silvestres e o homem, predominando em regiões tropicais e subtropicais. O inseto vetor da LTA é um flebotomíneo do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente como “mosquito-palha”, “tatuíra”, “birigui”, “cangalha” e “cangalhinha”.

A LTA é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das seis mais importantes doenças infecciosas, sendo um problema de saúde pública em 88 países, distribuídos em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia), com registro anual de 1 a 1,5 milhões de casos (Brasil, 2010).

A LTA, também conhecida como leishmaniose mucocutânea, úlcera de Bauru e ferida brava, distribui-se amplamente no continente americano, estendendo-se desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Nas Américas, a LTA apresenta três formas clínicas principais: a leishmaniose cutânea, a leishmaniose mucocutânea e a leishmaniose difusa.

No Brasil, a LTA permanece em expansão, e está cada vez mais associada às alterações ambientais (desmatamento e redução de matas primárias, especialmente as ciliares), à acelerada expansão das fronteiras agrícolas e ao desenvolvimento de outras atividades sinantrópicas como o ecoturismo. No país, a LTA vem sendo diagnosticada em todos os estados, inclusive na região Sul. As populações rurais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste são as mais afetadas, sendo as regiões Norte e Nordeste responsáveis por cerca de 75% dos casos de LTA registrados no país.

Para ver a pesquisa em sua íntegra CLIQUE AQUI

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