quinta-feira, 12 de março de 2015

País registrou mais de 224 mil casos de dengue até março

O Ministério da Saúde informou que foram registrados, de janeiro até o dia 7 deste mês, 224,1 mil casos de dengue em todo o país. O número representa aumento de 162% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, considerou expressivo o aumento de casos, mas disse que a situação não se compara à epidemia de 2013, quando foram registrados 425,1 mil casos.

Para ele, as condições climáticas, e até a crise hídrica, influenciaram o cenário da dengue no país, uma vez que aumentou a tendência de armazenamento de água nas regiões Sudeste, Sul e Norte. Segundo Chioro, além disso, muitos municípios não organizaram corretamente a rede de prevenção e combate à doença.

De acordo com a pasta da Saúde, mesmo diante do aumento dos casos, o número de óbitos por dengue caiu 32%, passando de 76 mortes, em 2014, para 52 este ano. O número de casos graves caiu 9,7%. Em 2015, foram identificados 102 contra 113 no ano passado. "Apesar dessa redução de 31,5% nos óbitos, eles estão ocorrendo e é fundamental reforçar o conjunto de ações", destacou Chioro.

Os números mostram que o estado do Acre apresenta a maior incidência de dengue, com 695,4 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por Goiás, com 401 casos para cada 100 mil habitantes, e por São Paulo, com 281 casos para cada 100 mil habitantes.

Os casos autóctones (registrados em pessoas sem registro de viagem) de febre chikungunya, doença também transmitida peloAedes aegypti, somam 1.049 até 7 de março, sendo 459 na Bahia e 590 no Amapá. No ano passado, foram confirmados 2.773 casos autóctones da doença. Entre 2014 e 2015, o ministério identificou 100 casos importados, de pessoas que viajaram para países como República Dominicana, Haiti e Venezuela.

340 municípios do país em situação de risco para dengue e chikungunya

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 340 municípios brasileiros estão em situação de risco para epidemias de dengue e chikungunya. De acordo com os dados, 877 cidades estão em alerta para ambas as doenças. Segundo o ministério, 1.844 municípios participaram do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), de janeiro a fevereiro deste ano, e registraram aumento de 26,38% em relação aos participantes em 2014.

Os números mostram que uma capital está em situação de risco, Cuiabá, e 18, em situação de alerta: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória.

Conforme o levantamento, a Região Nordeste concentra a maioria dos municípios com índice de risco de epidemia (171), seguida pelo Sudeste (54), Sul (52), Norte (46) e Centro-Oeste (17). Na Região Nordeste, o armazenamento inadequado de água é responsável pela maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti (76,5%). No Norte, o principal problema é o lixo (48,2%). No Sudeste, os depósitos domiciliares respondem pela maior parte dos criadouros (52,6%). No Centro-Oeste e no Sul, o principal foco do mosquito é o lixo (51,6% e 52,7%, respectivamente).

10 cidades do RN em risco de dengue

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostra que 10 municípios do Rio Grande do Norte estão em estado de risco da dengue. Outros seis estão em estado de alerta. Segundo o Ministério Caicó, Campo Redondo, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos, Florânia, Jardim do Seridó, João Câmara, Mossoró, Santa Cruz e São José de Mipibu são as cidades em risco, enquanto Brejinho, Jaçanã, Parelhas, Parnamirim e Tenente Laurentino estão em alerta.

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