sábado, 23 de maio de 2015

Projeto que auxilia deficientes visuais leva “micaelense” ao destaque internacional

Uma bengala com sensores de raios infravermelhos e raios ultrassônicos que orientam o deficiente visual quanto a sua localização no espaço. Parece algo futurista, mas já é realidade, e a iniciativa desse projeto partiu de um micaelense. Danilo Pessoa Diógenes é destaque internacional por sua iniciativa em contribuir para a melhoria social por meio de sua pesquisa acadêmica. O jovem é egresso do curso de Engenharia da Computação da UnP, integrante da rede Laureate.

Danilo desenvolveu o projeto do Sistema de Auxílio ao Deslocamento para Deficientes Visuais (SADDV), uma bengala que possui sensores de raios infravermelhos e raios ultrassônicos com interface com fones de ouvido. Essa tecnologia possibilita duas ações: enquanto um tipo de sensor alerta para obstáculos encontrados acima da cintura do condutor, como telefones públicos, através de vibrações diferenciadas de acordo com a extensão do objeto, o outro sensor emite sons, semelhantes aos das câmeras de ré de um carro, no caso de obstáculos abaixo da cintura, como bancos, buracos ou degraus.

O trabalho teve importância reconhecida pelo Here for Good, ação da Laureate International Universities, que fomenta e apoia projetos que busquem minimizar efeitos de problemas comuns no entorno das instituições da rede. Todo ano a premiação seleciona os melhores projetos desenvolvidos nos 29 países onde a rede Laureate atua, e neste ano Danilo foi um dos selecionados para ter seu trabalho divulgado mundialmente.

Com apenas 21 anos de idade, o ex-aluno da UnP desenvolveu o projeto por um ideal nobre, o de ajudar pessoas. “A ideia não foi por um motivo pessoal, não tenho parentes ou amigos com deficiência visual, mas observei pessoas desconhecidas com essa limitação e vi o potencial de ajuda-las através da engenharia da computação”, conta Danilo, que explica todo o processo, da concepção do projeto até a classificação na premiação, ressaltando a importância do apoio que teve em todas as etapas.

“Com a ideia do que eu queria desenvolver comecei a trabalhar focado no tcc, tive o apoio e a orientação do Professor Glaucus Brelaz, e em seguida o projeto foi adotado pelo e-Labora, passando a contar com toda a estrutura da Universidade para desenvolver um protótipo. Foi com muito incentivo da Escola de Engenharias e Ciências Exatas que o trabalho foi inscrito no Here for Good. Sem dúvidas a capacidade que a Escola tem para desenvolver projetos e as linhas de pesquisa oferecidas auxiliaram em todo o processo”.

Como resultado da seleção, o Projeto do Sistema de Auxílio ao Deslocamento para Deficientes Visuais será divulgado por meio de publicação impressa e virtual por todo o mundo, o que é uma conquista indispensável para Danilo, que busca parceiros para dar continuidade à ideia. “A sensação com essa seleção é inexplicável. Acreditar num projeto e chegar a esse ponto é uma conquista que não tinha noção. Agora desejamos dar continuidade ao projeto, buscar melhorias e um dia poder produzi-los em longa escala”.

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