segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Governo do Estado apresenta proposta para servidores da UERN

O Governo do Estado, por meio do Gabinete Civil, apresentou uma lista de propostas a representantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), na noite desta sexta-feira (2). O documento, que será levado à assembleia de docentes e técnicos na próxima semana, contempla quatro pontos e sua execução está condicionada ao retorno imediato dos servidores ao trabalho.

Buscando a conciliação dos interesses da instituição com a situação de finanças do Estado, o Governo se dispôs a conceder duas verbas indenizatórias: o auxílio-material pedagógico, para os professores, e o auxílio-transporte, para os técnicos administrativos, ambos no valor nominal correspondente ao percentual de 12,035% do vencimento básico de cada servidor vigente nesta data. O benefício será concedido até que seja possível a realizar o reajuste remuneratório.

O Estado ainda garante a continuidade das negociações quanto à possibilidade de atendimento do pleito do reajuste equivalente, em percentual, aos valores economizados pela Instituição com corte de gastos na área de pessoal.

Na lista de propostas, o Governo afirma também que irá autorizar a realização de concurso público para reposição de vagas decorrentes de aposentadoria e falecimento, e que dará prosseguimento às obras da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais (FANAT), Campus Central, do Campus Avançado de Caicó, e à liberação das contrapartidas dos convênios referentes às obras em andamento.

O Executivo estadual ainda se compromete com a interveniência, junto ao Banco do Brasil, para a liberação dos recursos para a conclusão da obra do Campus de Natal, oriundos do Proinveste.

“As negociações nunca foram encerradas. Estamos fazendo nossa parte e esperamos que essa questão seja superada de uma vez por todas”, assinalou a secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha. O reitor Pedro Fernandes recebeu a proposta em mãos.

Na tarde desta sexta-feira, 2, a Procuradoria Geral do Estado entrou com uma ação judicial pedindo a suspensão imediata da greve. Isso, entretanto, não impede a execução das propostas apresentadas e a continuidade da negociação.   

2 comentários:

Erick Silva disse...

O que não me parece coerente nessa proposta é: se o governo do estado tem dinheiro para dar um paliativo no valor referente ao reajuste pedido (12,035%) até que este reajuste seja possível de se efetivar, então ele já não é possível? Bem, porque fazer algo que é reversível se há a possibilidade de resolver definitivamente? o que há por trás dessa proposta?

Dizer que depois que os servidores voltarem continuarão as negociações me parece uma forma pueril de se conseguir o que quer depois de mostrar que não pretende fazer isso, foram mais de 130 dias para se lançar a primeira proposta, essa disposição para negociação não me parece satisfatória.

Vamos ver como se segue o próximo capitulo dessa pantomima estadual...

Irlan Arley disse...

Esses professores, em dia grande maioria, só estão preocupados com o salário. Estrutura, melhores condições para os alunos? Isso tudo é balela. A maioria dos professores adoram uma greve, pois férias extra. Quem é realmente prejudicado é o aluno que terá conteúdo enfiado goela abaixo e ele que se vire pra dar de conta de todas as disciplinas, sem contar o prejuízo com o atraso da conclusão do curso. A campanha "Em defesa da UERN", na verdade é " Em defesa do nosso bolso ".