sexta-feira, 3 de maio de 2019

Casos de dengue diminuem no RN, mas apenas 11 municípios têm situação satisfatória


O número de casos de dengue no Rio Grande do Norte apresentou uma redução de 36,5% nos quatro primeiros meses deste ano, de acordo com um monitoramento do Ministério da Saúde, divulgado esta semana. O Estado é um dos sete que registraram essa diminuição de casos, porém, apenas 11 municípios têm situação considerada satisfatória.

Até o dia 13 de abril, foram registrados 451.685 casos prováveis de dengue no Brasil, sendo esse um aumento de 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2018, no mesmo intervalo de tempo, os casos registrados chegaram a 102.681.

De acordo com o alerta do Ministério da Saúde, cerca de 994 municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação pelo mosquito aedes aegypti e estão sujeitos a uma epidemia da doença. O número representa 20% das 5.214 cidades que realizaram algum tipo de estudo que classifica o risco do aumento de doenças causadas pelos transmissores. Além da situação de risco, o estudo identificou 2.160 municípios em situação de alerta e 1.804 com índices considerados satisfatórios.

Ainda de acordo com o monitoramento do Ministério da Saúde, cerca de oito estados têm incidência superior de 300 casos por 100 mil habitantes, número considerado preocupante. Tocantins tem o maior número de incidência de casos de dengue. Seguido de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Acre, Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal.

O monitoramento por estado fez pesquisas isoladas nos municípios de cada unidade federativa. De acordo o Ministério da Saúde, são considerados municípios em risco aqueles que têm o índice de infestação predial superior a 3,9%. Índices entre 1% e 3,9% fazem com que o município em questão estejam “em alerta”. Qualquer índice abaixo de 1% é classificado satisfatório.

No Rio Grande do Norte, 97 municípios potiguares estão com risco de surto da doença e outros 54 estão em alerta, de acordo com o índice de infestação divulgado pela pasta. Apenas 11 cidades monitoradas apresentaram índices satisfatórios.

O monitoramento também elencou as capitais pelo país. Natal foi uma das três capitais cujos dados não foram compilados pelo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), mas através de outro método, a “armadilha”. Além da capital potiguar, Porto Alegre e Curitiba realizaram levantamento por esse método, utilizado quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente, de acordo com o Ministério da Saúde. Apenas 256 cidades de todo o país utilizaram esse sistema.

No caso da zika e da chikungunya, o RN também apresentou redução. Quanto à zika, registrou-se uma redução de 76,5% entre janeiro e o final de março, saindo de 36 casos no primeiro trimestre do ano contra 153 no mesmo período de 2018. Já em relação à cinkungunya, a queda foi de 9,7%. Foram registrados 392 casos neste ano contra 434 do ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde.

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