quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Potiguares têm maior expectativa de vida do Norte e Nordeste, diz IBGE


Em média, os potiguares nascidos em 2018 terão uma expectativa de vida de 76,2 anos, segundo dados da tábua completa de mortalidade para o Brasil, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora esteja numa média muito próxima à nacional (76,3 anos), o estado teve a maior expectativa das regiões Norte e Nordeste.

A expectativa de vida dos potiguares chega a ser cinco anos maior que a dos maranhenses, por exemplo, que têm média de 71,1 anos de expectativa - a menor entre os estados nordestinos e de todo o país. Veja os dados dos estados nordestinos na tabela abaixo.

Apesar de ter o melhor resultado entre os estados do Norte e Nordeste, o Rio Grande do Norte não está entre os primeiros no país, ocupando apenas a nona colocação. A maioria das unidades federativas com melhores expectativas de vida está nas regiões Sul e Sudeste. A população de Santa Catarina, por exemplo, tem uma expectativa 3,5 anos maior que a dos potiguares.

Acima do Rio Grande do Norte estão: Santa Catarina (79,7), Espírito Santo (78,8), São Paulo (78,6), Distrito Federal (78,6), Rio Grande do Sul (78,3), Minas Gerais (77,7) Paraná (77,7) e Rio de Janeiro (76,8).

Mulheres vivem mais - O estudo ainda apontou uma diferença de 8 anos entre as expectativas de vida dos homens e mulheres potiguares. Elas viverão em média 80,2 anos, enquanto eles, 72,2 anos. A discrepância entre os sexos acontece em todo o país, porém a média nacional é de 7,1 anos de diferença. Em Alagoas e na Bahia, a diferença ultrapassa os 9 anos.

Ainda de acordo com o estudo, o potiguar que completou 65 anos de idade de 2018, tem expectativa de vida de 83,8 anos. No caso dos homens, a média é de 81,8. Já as mulheres, 85,4. A esperança de vida de quem tinha 60 anos no ano passado era de viver mais 22,5, sendo 20,3 para os homens e 24,4 para as mulheres.

Mortalidade infantil - A população do Rio Grande do Norte poderia ter uma expectativa de vida maior se a mortalidade infantil fosse menor. Conforme o estudo, no ano passado, a probabilidade de uma criança morrer antes de completar um ano é de 13,5 para cada mil nascidos vivos. A média nacional é de 12, 4. Já no Espírito Santo, que tem a menor probabilidade, são 8,1 mortes para cada mil nascidos.

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