segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Emparn prevê chuvas dentro da média no Rio Grande do Norte em 2021

A Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) prevê um ano de 2021 com chuvas dentro da média no Rio Grande do Norte e com a possibilidade de ficar um pouco acima em alguns trechos do interior do estado. A previsão foi divulgada na última semana durante a apresentação das perspectivas climáticas para o ano atual. O trabalho também fez um balanço de 2020.

Segundo o meteorologista Gilmar Bistrot, a tendência é que o ano de 2021 apresente características climáticas no estado semelhantes a anos anteriores que apresentaram boas chuvas. "Esse ano, é importante dizer, que a atividade solar está em fase com a La Niña em seu mínimo. E quando isso acontece, a gente sempre tem bons anos de chuvas, como aconteceu em 2008, 2009 e 2011. Então é uma coisa parecida com esses anos", explicou. "Então, esse ano provavelmente teremos uma situação de normal a um pouquinho acima do normal no interior do estado".

A previsão climática é de que o inverno tenha início no estado entre o fim de fevereiro e o início de março. Para a estação pré-chuvosa, a expectativa é de ocorrência de chuvas dentro da média histórica, de acordo com a análise da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn.

“Estamos muito felizes com as boas previsões, com à possibilidade de termos um inverno acima da normalidade. As chuvas se iniciando agora no final do mês de janeiro, inverno se consolidado a partir da segunda quinzena de fevereiro, estamos atentos a tudo isso", explicou o secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Guilherme Saldanha.

A região Oeste tem a maior estimativa de volume pluviométrico médio para 2021, com 315 milímetros (mm) para os meses de janeiro, fevereiro e março. As regiões Leste e Central têm, cada uma, previsão de 250mm e o Agreste, 188mm.

As boas chuvas devem ocorrer em função do fenômeno La Niña. “Desde meados de 2020 estamos presenciando a atuação do fenômeno La Niña. O fenômeno, em oposição ao El Niño, ocasiona o resfriamento da temperatura média das águas superficiais na faixa equatorial do oceano Pacífico, aumentando os ventos alísios de leste na superfície inibindo a formação de nuvens”, explicou o meteorologista Gilmar Bistrot. 

“Com esse cenário espera-se um quantitativo normal de chuvas no RN, porém com de grande variabilidade temporal e espacial, característica inerente ao clima semiárido”.

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