quinta-feira, 25 de março de 2021

Emparn prevê chuvas dentro ou abaixo da normalidade nos próximos três meses no RN

O Rio Grande do Norte tem previsão para ocorrência de chuvas que variam de normal para abaixo do normal entre os meses de abril, maio e junho na região semiárida. É o que diz a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), após conclusão da análise feita na Reunião Climática, coordenada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC/PE) na quarta-feira (24).

As análises apontam que no interior do RN as chuvas devem ser irregulares, sendo a maior concentração na região do Alto Oeste, Seridó e Vale do Açu. Já no litoral, as condições ainda não estão adequadas para uma análise mais precisa.

“Estamos no princípio do outono e as condições do centro de alta pressão do oceano Atlântico Sul e vento - algumas das condições que favorecem a ocorrência de chuvas - ainda estão indefinidas para o litoral do Nordeste. Em meados de abril será possível fazer uma análise mais clara", disse Bistrot.

A previsão de mais milímetros ocorre na Região Leste do estado, que deve receber até 500 mm de chuvas nesses três meses.

Na reunião, os especialistas avaliaram também as condições oceânicas que indicam ainda a atuação do fenômeno da La Ñina - ela é considerada "fraca" no momento, mas ainda presente no Oceano Pacífico.

De acordo com os especialistas, as águas do Atlântico Sul continuam mais frias do que as do Atlântico Norte. “Essas condições oceânicas influenciam de forma negativa para a ocorrência de chuvas no Nordeste pois não favorecem a descida da Zona de Convergência Intertropical que contribuem para a ocorrência de chuvas mais generalizadas para todo estado”, explicou o chefe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bistrot.

O meteorologista avaliou também como regulares as chuvas que ocorreram da segunda quinzena de fevereiro até este mês de março, principalmente nas regiões do Alto Oeste, Vale do Açu e Seridó. “As chuvas ocorreram com melhor regularidade nestes locais por influência do relevo da região, beneficiando a cadeia da agricultura”, considerou.

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